Mundial2018: Portugal continua a preparar fase final na Cidade do Futebol

Mundial2018: Portugal continua a preparar fase final na Cidade do Futebol

A seleção nacional já treinou esta manhã e José Fonte foi a voz da equipa nesta quinta-feira. Portugal tem a hipótese de seguir as pisadas históricas de Alemanha e Espanha.

A seleção portuguesa de futebol continua a preparar a participação na fase final do Mundial2018, que arranca em 14 de junho, na Rússia, com mais um treino na Cidade do Futebol, em Oeiras.

A equipa lusa, liderada por Fernando Santos, começou mais um treino pelas 10:30 da manhã, com os primeiros 15 minutos a serem abertos à comunicação social. Antes, às 10:00, José Fonte foi o jogador designado para falar aos jornalistas em conferência de imprensa, igualmente na Cidade do Futebol.

“Queremos ganhar. Portugal joga sempre para ganhar. Não somos favoritos, mas temos um objetivo claro que é ganhar e sermos campeões. Claro que sabemos que será extremamente difícil, mas isso não nos impede de acreditar”, afirmou o defesa central em conferência de imprensa, minutos antes de mais um treino da seleção nacional, na Cidade do Futebol, em Oeiras.

Fonte passou a primeira metade da temporada afastado dos relvados e, na reabertura do mercado, acabou por abandonar o West Ham e a competitiva liga inglesa e rumou à China.

“Precisava de jogar com regularidade. Tinha estado lesionado e tomei a decisão de ir para a China, para uma nova aventura, sabendo que ao jogar poderia estar no Mundial. Joguei todas as semanas contra grandes avançados. Na China, todas as equipas têm avançados de grande qualidade. Fiz 17, 18 jogos e sinto-me fresco”, contou o central do Dalian Yifang.

Atualmente com 34 anos, José Fonte descartou qualquer tipo de ‘reforma’ após o Mundial2018 e garantiu que estará “sempre disponível” para jogar com as cores de Portugal.

“O passaporte não conta para nada. Sinto-me bem e felizmente nunca tive muitas lesões. Estou bem, estou fresco e terei sempre a vontade de representar o meu país”, disse.

Questionado sobre a ausência de Cristiano Ronaldo, que ainda está de férias devido a ter terminado a época mais tarde, o defesa central formado no Sporting assumiu que o avançado é “muito importante” para a seleção nacional. “Queremos que ele integre o estágio o mais rápido possível. É o melhor jogador do mundo e qualquer equipa precisa do melhor jogador do mundo”, referiu.

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José Fonte, que tem 29 jogos por Portugal, abordou ainda a chegada do jovem defesa central Rúben Dias, um jogador que se vai manter “muito anos” na seleção lusa.

“Tem muito que aprender e a jogar é que consegue crescer. Chega aqui com uma boa bagagem, por ser do Benfica e por estar rodeado que jogadores muito experientes, e não tenho dúvidas que se vai tornar num belíssimo jogador”, concluiu.

Na quarta-feira, o selecionador nacional teve à sua disposição todos os 22 jogadores que estão integrados no estágio da seleção nacional, num grupo em que o capitão Cristiano Ronaldo continua a ser o único ausente, devido a ter terminado a temporada mais tarde.

Em 09 de junho, após os particulares com a Bélgica (sábado em Bruxelas) e com a Argélia (dia 07 de junho em Lisboa), a equipa lusa viaja para a Rússia, onde tem estreia marcada frente à Espanha, em 15 de junho, em Sochi.

Além dos espanhóis, Portugal defronta Marrocos em 20 de junho, em Moscovo, e o Irão, de Carlos Queiroz, no dia 25, em Saransk, nos restantes jogos do grupo B do Campeonato do Mundo, que termina em 15 de julho.

Portugal quer ‘imitar’ Alemanha e Espanha

Alemanha (na altura RFA) e Espanha são as únicas seleções que conquistaram o Campeonato do Mundo de futebol com o estatuto de detentoras do título europeu, que Portugal vai ‘envergar’ durante o Mundial de 2018.

Ao apurar-se para a fase final, que arranca a 14 de junho, na Rússia, a seleção lusa já fez melhor que Checoslováquia (1976), Dinamarca (1992) e Grécia (2004), que após levantarem o mais importante troféu europeu, acabaram por não conseguir um lugar entre os melhores do mundo.

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Em 1974, a jogar em ‘casa’, a Alemanha, de Franz Beckenbauer, foi a primeira seleção a conseguir juntar um campeonato do Mundo ao título europeu, feito esse que foi igualado quase 40 anos depois pela Espanha, em 2010, na África do Sul, num ciclo que começou com Luís Aragonés e terminou com Vicente del Bosque.

Na Rússia, Portugal vai ter a oportunidade de colocar o seu nome na história junto a alemães e espanhóis, mas para isso terá que conquistar pela primeira vez um Mundial, prova em que por duas vezes conseguiu chegar às meias-finais (1966 e 2006).

A Itália esteve perto de ser a primeira a conseguir o feito, em 1970, mas acabou derrotada na final, pelo Brasil, e a RFA, em 1982, também poderia ter repetido, mas saiu igualmente derrotada do último jogo da competição, face aos transalpinos.

Caso fique pela fase de grupos, a seleção nacional, liderada por Fernando Santos, ‘imita’ as campanhas de Espanha, em 1966 e 2014, e França, em 2002.

No Mundial de Itália, em 1990, a Holanda caiu nos oitavos de final, enquanto Rússia, em 1962, e a Alemanha, em 1998, chegaram aos ‘quartos’. No México, em 1986, a França ficou-se pelas meias-finais.

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