Crónicas

Crónicas do Meu Outro Eu | Uma massagem sensual

Crónicas do Meu Outro Eu | Eram quase 18:30 horas quando tocámos à porta. O Tiago demorou poucos segundos a abri-la e recebeu-nos com um sorriso.

Crónicas do Meu Outro Eu

Eram quase 18:30 horas quando tocámos à porta. O Tiago demorou poucos segundos a abri-la e recebeu-nos com um sorriso. Aqueles primeiros segundos definiram desde logo que estava perante uma pessoa bastante agradável.

Entrámos e ele apresentou-se. Era a primeira vez que ia ao centro TTZ. Tínhamos combinado uma massagem tântrica para mim, com o Jorge a assistir. O Tiago mostrou-se um bom conversador, rapidamente se quebrou aquele gelo que é normal acontecer nesta fase inicial. Mostrou-nos o espaço, bastante simpático e acolhedor e explicou-nos as caraterísticas da massagem.

Entrámos no gabinete e deixou-nos à vontade. O Jorge sentou-se num cadeirão situado num dos cantos da sala e eu despi-me totalmente. Tinha acabado de tirar a última peça de roupa quando ele entrou. Pediu-me para me sentar no amplo colchão que cobria uma parte do gabinete e começou a tirar a roupa. Confesso que no início imaginei que iria ficar de boxers vestidos, mas enganei-me. Despiu-se também totalmente e brincou com o Jorge, referindo que iria não tentar abusar da sua esposa!

Pediu-me para ficar sentada na posição de lótus e sentou-se à minha frente. Começou a tocar-me de forma muito suave, leves carícias que iam viajando pela minha pele. Os seus dedos deslizaram pelos meus ombros, pelos meus braços, passaram pelas minhas coxas e voltaram a subir. Fechei os olhos desfrutando do momento. Deixei-me embalar pelas sensações agradáveis que as suas mãos me despertavam. Até que ele agarrou na minha mão e a pousou no seu peito. Pediu-me para respirar fundo, para sentir o coração dele a bater e por alguns segundos tive vontade de usar essa mão para lhe retribuir as carícias. Mas afastei os pensamentos que me invadiam e mantive-me sossegadinha.

Ao fim de algum tempo ele colocou-se atrás de mim, sentado. Abraçou-me num gesto aconchegante, os braços em redor do meu corpo e as carícias retomaram o seu curso. As mãos dele, nesta fase, evitavam as zonas mais íntimas do meu corpo. Senti uma carícia que viajou no sulco entre os seios, sem no entanto os tocar. Pensei que a sessão estava a começar muito bem… e o meu corpo ia relaxando de uma forma muito agradável.

A noção do tempo, nestes momentos, torna-se muito imprecisa. A determinada altura percebi que ele se afastava ligeiramente. Mantinha-se sentado e pediu-me para eu inclinar o tronco para trás. Obedeci e encostei-me ao seu peito, ficando semideitada. Foram mais uns minutos de carícias que se insinuavam sem nunca se tornarem em toques explícitos. Era como que um jogo de sedução feito sem pressa.

Sentia os seus lábios que me rasavam a pele, e aquele seu gesto fazia também com que o seu sexo acabasse por roçar nas minhas coxas

Ouvi a sua voz sussurrar-me para que me deitasse de barriga para baixo. Como uma menina bem comportada, voltei a obedecer. Ele deitou então umas gotas de óleo aquecido nos meus ombros e costas e começou a massajar-me. As carícias suaves davam agora lugar a toques mais pressionantes, que foram descendo pelo meu corpo. Colocou-se de joelhos, com as pernas abertas, sentado no meu corpo. As suas pernas estavam ao nível das minhas coxas e, de vez em quando, ele inclinava-se para a frente e roçava o seu peito nas minhas costas. Sentia os seus lábios que me rasavam a pele, e aquele seu gesto fazia também com que o seu sexo acabasse por roçar nas minhas coxas e nádegas…

A massagem tornou-se gradualmente mais intensa, não por ter muita pressão, mas porque ele usava as mãos, os braços e o corpo para me tocar. Uma mistura explosiva!…

Percebi que ele deitava óleo quente sobre o meu rabo e dedicou-se a massajá-lo. Nesta altura já eu começava a saborear aquelas sensações num patamar de excitação que ia despertando cada vez mais. Os dedos dele viajavam agora pelas minhas nádegas e desciam pelas coxas. Afastou-me as pernas e os toques foram-se tornando um pouco mais ousados. De vez em quando, as mãos subiam pelas minhas pernas e viajavam junto ao sulco do meu sexo, mas sem nunca se deterem por lá…. como se estivessem apenas de passagem…

Dedicou-se depois aos meus pés e pediu-me para me virar de barriga para cima. Deslocou-se para a zona da minha cabeça e ajoelhou-se com as pernas afastadas, ficando a minha cabeça no meio delas. A massagem recomeçou pelos ombros e foi descendo até aos seios. Deitou-lhes o óleo quente e dedicou-se então a eles, acariciando-os de forma deliciosa. Os meus mamilos agradeceram numa reação silenciosa mas visível, eriçando-se ao toque daquelas mãos. De vez em quando ele inclinava-se para a frente e a mão deslizava pela minha barriga até ao meu baixo-ventre. Tocava-me aí sem no entanto chegar ao meu sexo. Sempre que fazia isso, sentia o seu rolo quente que, com o seu movimento, me roçava a cabeça.

A sua mão esquerda pousou no meu sexo e começou a acariciá-lo. Não demorou muito que aqueles toques ativassem os circuitos que dão início ao orgasmo

Mudou de posição e ajoelhou-se ao meu lado esquerdo. Foi-me massajando a cintura, as coxas e as pernas. De vez em quando repetia o gesto de se inclinar sobre mim. Naquela posição, quando se inclinava, o seu sexo pousava nas costas da minha mão, ou então roçava nas minhas ancas. E os meus níveis de excitação começavam a subir para patamares muito altos.

Foi então que ele se deitou de lado, corpo colado ao meu. A sua mão esquerda pousou no meu sexo e começou a acariciá-lo. Não demorou muito que aqueles toques ativassem os circuitos que dão início ao orgasmo. Um das pernas dele pousou na minha, o seu sexo estava esmagado contra a minha anca, o seu rosto juntou-se ao meu e o nariz roçava-me o pescoço e a face. Sentia a sua respiração quente na minha pele, um dedo que se cruzava com o meu clitóris e o estimulava… e as minhas ancas que se começavam a movimentar ao encontro daquela mão que se concentrava agora totalmente em levar-me à explosão.

As ondas de prazer começaram então a inundar-me. Primeiro suavemente, depois em vagas violentas que a minha respiração começou a revelar. Gemi quando senti o orgasmo chegar, e virei-me para ele, abraçando-o. A minha perna direita enlaçou as pernas do Tiago e fundimo-nos enquanto todo o meu corpo era pintado pelos tons quentes de um tesão explosivo.

Quando a voltagem interna do meu corpo começou a diminuir mantive-me abraçada a ele, pernas entrelaçadas, as minhas mãos acariciando-lhe as costas e uma das mãos dele sem abandonar o meu sexo, enquanto a outra me acariciava. O mundo voltava ao seu ritmo normal e, no silêncio do gabinete, deixei-me ficar assim, a desfrutar da ressaca daquele momento.
Ao fim de algum tempo ele afastou-se. Ajoelhou-se de novo e acariciou-me a barriga, os seios, o pescoço e o rosto.

Levantámo-nos e, gentilmente, enrolou o meu corpo numa fina manta, conduzindo-me à casa de banho

Perguntou-me se estava bem e se tinha gostado. respondi-lhe que tinha gostado muito! Tinha sido uma das melhores massagens que tinha recebido até então. Levantámo-nos e, gentilmente, enrolou o meu corpo numa fina manta, conduzindo-me à casa de banho. Colocou a água a correr e ajudou-me a entrar no duche. Depois, pôs um pouco de gel na mão e passou-o pelas minhas costas, com o argumento de que, como eu não chegava lá ele me ajudaria… Ainda estive tentada a pedir-lhe que me passasse o gel por todo o corpo e que me desse banho, mas contive-me!

Ele saiu e foi ter com o Jorge ao gabinete. Quando voltei eles estavam os dois a conversar. Acabei de me limpar e comecei a vestir-me. Ficámos a conversar um pouco e acabámos por marcar uma outra sessão, desta vez para casal, com o Tiago e a Miss C! O que o Tiago nos contou dela deixou-nos muito curiosos!

Ana Paula Jorge | Crónicas do Meu Outro Eu

Ana Paula Jorge | Escritora erótica (apjlivros@gmail.com)
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