Mundial 2018 por Nuno Farinha: Liberdade para Bruno

Mundial 2018 por Nuno Farinha: Liberdade para Bruno

Mundial 2018, crónica de Nuno Farinha, jornalista | Agora é escolher os melhores, encontrar a solução tática mais adequada e esperar que corra tudo bem.

À medida que nos aproximamos a passos largos do arranque do Mundial 2018, e com Portugal a entrar em ação logo no segundo dia de competição, é chegado o momento de cada português eleger o seu onze preferido.

Já ficaram dois jogos de preparação para trás (empates com Tunísia e Bélgica), vem aí mais um teste de afinação (Argélia) e, por isso, já não sobra muito tempo para grandes dúvidas.Agora é escolher os melhores, encontrar a solução tática mais adequada e esperar que corra tudo bem.

Cada um dos nós faria, muito provavelmente, uma equipa diferente, com um sistema diferente e com um modelo de jogo também diferente.

A minha escolha, por exemplo, seria esta: Rui Patrício, Ricardo Pereira, Pepe, Rúben Dias, Raphäel Guerreiro, William Carvalho, João Moutinho, João Mário, Bernardo Silva, Gonçalo Guedes e Cristiano Ronaldo.

Num 4x3x3 puro, com CR7 pelo meio, o esquerdino Bernardo no lado direito e o destro Guedes no lado esquerdo. Acredito que seria desta forma que Portugal poderia ter mais condições de provocar sérios ‘danos’ na estrutura defensiva de Espanha e, quem sabe, embalar aí para um grande Mundial. Uma simples teoria, apenas, e nada mais do que isso.

A única coisa que conta, obviamente, é o que Fernando Santos tem na cabeça. E aí, por comparação com a ‘minha’ equipa, o selecionador deverá fazer alterações, não só em relação a jogadores como ao próprio sistema.

No Mundial 2018, Fernando Santos deve apostar «em Cédric e não em Ricardo Pereira». E em «mais um médio (Adrien) e menos um avançado (Guedes)»

O mais natural é que comece por apostar em Cédric e não em Ricardo Pereira. E que tenha em campo mais um médio (Adrien) e menos um avançado (Guedes). Dificilmente deixaremos de nos apresentar em 4x4x2.

Há um jogador, porém, que pode entrar nas contas de Fernando Santos para os dois últimos jogos da fase de grupos (Marrocos e Irão), quando o contexto recomendar a presença de craques que têm a (rara) capacidade de inventar espaços quando eles deixam de existir.

É aí, nesse momento, que poderá emergir Bruno Fernandes, talvez o melhor jogador do último campeonato nacional (a par de Jonas).

O único ‘crime’ que não pode ser cometido quando Bruno Fernandes estiver em campo (seguramente que acabará por estar) é amarrá-lo a funções demasiado rígidas que lhe possam limitar a função criativa.

Bruno precisa de estar solto e livre. Se for possível enquadrá-lo dessa forma, seja para jogar os 90 minutos ou apenas 15 ou 20, teremos muito a ganhar.

Nuno Farinha, jornalista
#convocado para o #Mundial2018

LEIA MAS: «Sai uma prostituta, se faz favor»

LEIA MAIS: «Vai jogar o Brasil, pára tudo!»

LEIA MAIS: «O último Mundial de Ronaldo?»


ÚLTIMOS ARTIGOS

Mundial 2018 por Nuno Farinha: Liberdade para Bruno

Mundial 2018, crónica de Nuno Farinha, jornalista | Agora é escolher os melhores, encontrar a solução tática mais adequada e esperar que corra tudo bem.