Wolverhampton, Rui Patrício

Mundial 2018 por Nuno Farinha: Rui Patrício em paz na Luz

Mundial 2018 | «A alegria [de Rui Patrício] começou a ser recuperada no Portugal-Argélia: um feliz regresso às balizas, em pleno Estádio da Luz, até com direito ao célebre «Ruuuuuuuuui».

Sem clube, a pouco tempo de escolher o emblema que vai defender na próxima temporada e ainda a recuperar do choque que foram as últimas semanas que viveu no Sporting, Rui Patrício voltou ontem a calçar as chuteiras e a entrar em campo. Depois dos dias de tempestade, o momento da libertação.

Já passaram quase três semanas desde a última vez em que os portugueses o tinham visto num relvado: a 20 de maio, no Jamor, naquela tarde de má memória para o Sporting e para os sportinguistas.

Os leões fecharam a temporada da pior forma possível, perdendo para o Aves (2-1) e deixando escapar a Taça de Portugal. Ninguém esqueceu ainda as imagens de Rui Patrício a chorar como uma criança, amparado por colegas e funcionários do clube.

Dois dias após essa traumatizante derrota (que viria a ser o último jogo que o guarda-redes fez de leão ao peito), Rui Patrício embarcou sozinho no Aeroporto de Lisboa rumo a destino desconhecido.

A imprensa rapidamente iniciou um exercício especulativo e houve quem garantisse que Patrício estava em Itália para fechar contrato com o Nápoles. E como este tipo de notícias se propaga facilmente, a RAI Sports também não demorou muito a garantir que o jogador tinha sido visto em Nápoles a fazer exames médicos… Um delírio!

Mundial 2018 | «A alegria [de Rui Patrício] começou a ser recuperada no Portugal-Argélia: um feliz regresso às balizas, em pleno Estádio da Luz, até com direito ao célebre «Ruuuuuuuuui»

Na verdade, nessa terça-feira, Rui Patrício viajou de Lisboa para a Alemanha para visitar Paramahamsa Vishwananda, um mestre espiritual natural das Ilhas Maurícias, que é guru do guarda-redes há alguns anos.

Patrício é praticante de Yoga (mais concretamente de Atma Kriya Yoga) e a razão da viagem centrava-se apenas na necessidade de (re)encontrar alguma paz de espírito.

Os passos seguintes, esses, já são do conhecimento público: Rui entrou em estágio pela Seleção Nacional, foi entretanto a Inglaterra (autorizado por Fernando Santos) para fechar contrato com o Wolverhampton e, no seguimento do fracasso dessas negociações, acabaria por rescindir contrato com o Sporting de forma unilateral, alegando motivos para justa causa.

A alegria começou a ser recuperada no Portugal-Argélia: um feliz regresso às balizas, em pleno Estádio da Luz, até com direito ao célebre «Ruuuuuuuuui» a cada vez que tocava na bola.

Oxalá esteja (como parece) de cabeça limpa para poder fazer um grande Campeonato do Mundo e ajudar Portugal a chegar longe na aventura russa. Patrício merece o melhor.

PS: Recupero o último parágrafo do texto anterior

Mundial 2018 por Nuno Farinha: Liberdade para Bruno
O duelo com a Argélia começa a dar razão a esta teoria: a titularidade de Bruno Fernandes

«O único ‘crime’ que não pode ser cometido quando Bruno Fernandes estiver em campo (seguramente que acabará por estar) é amarrá-lo a funções demasiado rígidas que lhe possam limitar a função criativa. Bruno precisa de estar solto e livre. Se for possível enquadrá-lo dessa forma, seja para jogar os 90 minutos ou apenas 15 ou 20, teremos muito a ganhar.»

O duelo com a Argélia começa a dar razão a esta teoria: a titularidade de Bruno Fernandes, por mais surpreendente que possa parecer, faz mesmo sentido. Agora é só esperar que cheguem os jogos a sério. Os que interessam, pois.

Nuno Farinha, jornalista
#convocado para o #Mundial2018

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