Mundial 2018 por Nuno Farinha: Samba, suor e lágrimas - Neymar

Mundial 2018 por Nuno Farinha: Samba, suor e lágrimas

Posso estar muito enganado, mas o Mundial 2018 vai ser de Neymar! E bem merece, depois do que lhe aconteceu na Copa de 2014, quanto estava a ‘quebrar’ tudo o que lhe aparecia pela frente até ao dia em que, nos quartos-de-final, foi o colombiano Zuñiga que o quebrou a ele. A terceira vértebra lombar, […]

Posso estar muito enganado, mas o Mundial 2018 vai ser de Neymar! E bem merece, depois do que lhe aconteceu na Copa de 2014, quanto estava a ‘quebrar’ tudo o que lhe aparecia pela frente até ao dia em que, nos quartos-de-final, foi o colombiano Zuñiga que o quebrou a ele. A terceira vértebra lombar, mais precisamente.

O Brasil de Scolari não estava a encantar nesse Campeonato do Mundo, mas a verdade é que ia vencendo e já estava na meia-final. Sem Neymar, atirado para a cama de um hospital de Fortaleza, o escrete canarinho não voltou a ganhar qualquer jogo no Mundial 2014.

Seguiram-se duas derrotas penosas. Uma violentíssima frente à Alemanha (7-1) e outra, menos violenta (3-0), contra a Holanda no jogo que apurava o terceiro e o quatro classificado.

Estava à vista o ‘efeito Neymar’. É, citando Adriana Calcanhoto, a mesma coisa do que avião sem asa, jardim sem flores ou Romeu sem Julieta.

Quatro anos decorridos, e já na contagem decrescente para este Mundial 2018, na Rússia, o Brasil susteve a respiração quando se viram as primeiras imagens da lesão de Neymar num desafio do campeonato francês.

A 25 de fevereiro, no Parque dos Príncipes, num jogo frente ao Marselha, o craque apoiou mal o pé direito e o resultado chegou logo a seguir: entorse no tornozelo, com fissura no quinto metatarso do pé direito.

«E agora? A que Santo devemos rezar?», perguntou-se no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Porto Alegre, em Curitiba, na Bahia, no Mato Grasso, no Paraná, em Santa Catarina e em todos os sítios onde há um coração a sofrer pela camisola amarela.

As lágrimas de Neymar, deitado na maca, correram no Mundo. E rapidamente circulou a informação de que o Brasil não iria ter a sua estrela maior

Mundial 2018 por Nuno Farinha: Samba, suor e lágrimas
Neymar apoiou mal o pé direito e o resultado chegou logo a seguir: entorse no tornozelo, com fissura no quinto metatarso do pé direito

Traçaram-se os cenários mais alarmantes e até houve quem tivesse escrito que a recuperação iria demorar um mínimo de quatro meses. Ou seja: adeus, Copa!

Percebeu-se, pouco depois, que não era bem assim. A lesão era grave, mas não tanto. Jogar pelo Paris Saint-Germain já não viria a ser possível, mas era um claro exagero dizer que Neymar estava fora do Mundial.

Para azar, já bastava o que tinha acontecido em 2014. Não era possível que uma nova lesão traísse o sonho de 200 milhões de brasileiros.

Neymar recuperou pacientemente, foi recebendo o carinho do seu povo, fortaleceu o físico e voltou a vestir a camisola do Brasil na semana passada.

O dia do regresso obedeceu a um guião. O selecionador, Tite, deixou-o sentado no banco durante a primeira parte. Neymar entrou ao intervalo desse jogo contra a Croácia e, passados poucos minutos, já estava a fazer magia: tirou dois adversários da frente e marcou um daqueles golos de autor que se encontram às dezenas no Sapo.

Mundial 2018, por Nuno Farinha: «Samba, suor e lágrimas» (Golo de Neymar frente à Croácia)

Foi o primeiro sinal de que, afinal, a longa paragem por lesão não tinha deixado grandes marcas. E este fim-de-semana, no último teste de preparação para o Mundial da Rússia, novo show de Neymar, com mais um daqueles golos que até os adversários têm vontade de aplaudir.

Já não restam dúvidas: a ‘fera’ está de volta. Apertem bem os cintos.

Nuno Farinha, jornalista
#convocado para o #Mundial2018

LEIA MAIS: «Sem pachorra para o avião»

LEIA MAIS: «Rui Patrício em paz na Luz»

LEIA MAS: «Liberdade para Bruno»


ÚLTIMOS ARTIGOS

Mundial 2018 por Nuno Farinha: Samba, suor e lágrimas

Posso estar muito enganado, mas o Mundial 2018 vai ser de Neymar! E bem merece, depois do que lhe aconteceu na Copa de 2014, quanto estava a ‘quebrar’ tudo o que lhe aparecia pela frente até ao dia em que, nos quartos-de-final, foi o colombiano Zuñiga que o quebrou a ele. A terceira vértebra lombar, […]