Último excerto de um dos capítulos do 2.º volume do meu ebook Crónicas do Meu Outro Eu, onde relato a experiência que tive de sexo em grupo com oito homens.

Sexo em grupo (3.ª parte)

Esta semana publico o último excerto de um dos capítulos do 2º volume do meu ebook Crónicas do Meu Outro Eu. Neste capítulo relato a forma como se concretizou o desafio do Jorge para que eu estivesse com 8 homens em simultâneo. Foi a minha primeira experiência de sexo em grupo.

O dia seguinte foi complicado de gerir. Não me consegui concentrar no trabalho, à medida que as horas iam passando aumentava ansiedade e o nervoso miudinho. Mesmo tendo já passado por situações que envolviam mais de uma pessoa, nunca tinha estado numa situação como a que iria viver… eu para oito homens! Uma orgia…

Finalmente chegou o fim do dia. Conduzi o carro até casa. O Jorge já lá estava quando cheguei. Entretanto, tinha preparado a sala onde tudo ia acontecer. Tinha desviado a mesa criando um espaço amplo em frente aos sofás. No chão, uma manta macia e grande que eu nunca vira antes, revelava o palco onde a ação iria decorrer. Havia velas colocadas em vários locais, ainda por acender. Em cima da mesa, vários copos e uma caixa de preservativos. O cenário estava montado.

– Uau… está tudo pronto!

– Sim! Marquei com eles às oito.

Olhei para o relógio, eram seis e meia. Tempo para tomar um banho e comer qualquer coisa leve. Optei por um banho de imersão e deixei-me ficar uns minutos dentro de água a absorver a temperatura quente que me envolvia. Estava quase a chegar a hora. Havia um misto de desejo e expetativa, de vontade e receio. O Jorge garantira-me que eram todos de confiança e que nenhum deles quebraria as regras. Para além disso, ficara acordado que a qualquer momento eu poderia terminar com a sessão, caso me sentisse desconfortável.

Saí do banho e enrolei-me na toalha. Dirigi-me à sala.

– Vem à cozinha comer qualquer coisa.

Segui-o e comi umas peças de fruta. A expetativa que sentia retirara-me o apetite. O Jorge continuava a ultimar tudo, e os minutos foram passando. Quando faltava um quarto de hora para as oito da noite fui ao quarto vestir a roupa que ele tinha comprado para a ocasião. Olhei-me ao espelho… tinha um ar profundamente sensual. O Jorge entrou no quarto e olhou-me.

– Estás arrasadora!

Veio ter comigo e beijámo-nos.

– Quando eles chegarem vais abrir a porta. Quero que os recebas assim, ok?

Mas que receção em grande! – pensei.

– Ok!
Ele beijou-me de novo e eu peguei no frasco de perfume. Deitei umas gotas em alguns locais estratégico do corpo, respirei fundo e saí em direção à sala. O Jorge acabara de colocar uma música de fundo suave e estava a acender as velas. Faltavam dois minutos para as oito.
– Preparada? Devem estar quase a chegar!…

– Sim!… Acho que sim!…

Ele olhou-me.

– Queres fazer isto?

– Quero!… É normal estar um pouco ansiosa, mas quero. Passei o dia à espera deste momento.
A campainha ecoou pela sala e o Jorge dirigiu-se ao intercomunicador.

– Sim? – perguntou.

Alguém falou do lado de lá e ele carregou no botão que abria a porta da entrada do prédio.

– Vai começar! Vou para o sofá e tu abres a porta. A partir de agora, cada vez que o intercomunicador soar vais tu ver quem é. Só abres a quem responder orquídea selvagem!

– Orquídea selvagem?

– Sim. É a senha que permite aceder à festa!

O ar misterioso de tudo aquilo provocou-me um arrepio. Ele sentou-se no sofá com um copo na mão. Bebeu um pouco e cruzou a perna. A campainha da nossa porta soou. Tinha chegado o primeiro dos convidados. Engoli em seco imaginando qual seria a reação dele quando me visse assim, com os seios a descoberto. Respirei fundo, agarrei na maçaneta e abri a porta. Do lado de lá estavam dois homens, ambos na casa dos 25-30 anos. Eram os dois bastante atraentes e os seus olhos miraram-me de alto a baixo.

– Entrem! – disse-lhes, tentando que a minha voz não saísse muito tremida. O primeiro a entrar aproximou-se de mim e beijou-me na boca. O gesto apanhou-me de surpresa. O segundo repetiu o gesto, mas o seu beijo foi mais ousado, pois a língua dele aproveitou para me lamber os lábios.

Dirigiram-se ao Jorge e cumprimentaram-no. Fechei a porta e fui ter com eles. Estavam os três sentados no sofá. Era um sofá grande, onde cabiam quatro pessoas. Ajeitaram-se arranjando-me espaço para eu me sentar entre os dois recém-chegados.

Sorri-lhes e sentei-me.

– Parabéns! És muito bonita! – disse um deles.

– Obrigado.

A mão dele pousou na minha perna e acariciou-a. O outro imitou-o e eu olhei para as duas mãos que me começaram a acariciar a pele apenas resguardada pelos collants de renda. A campainha voltou a tocar. Levantei-me e fui ao intercomunicador. Quando do lado de lá ouvi “Orquídea Selvagem” cliquei no botão. Olhei para trás, vislumbrava-se ao fundo o sofá, onde os dois homens me devoravam com os olhos. Mantive-me junto à porta, de costas para eles, sabendo que o meu rabo era um ponto de atração, quer para os dois quer para o Jorge. Cerca de um minuto depois ouvi o som do elevador que parava no 5º piso. Segundos depois, dois batimentos na porta. Abri-a e sorri para o terceiro convidado. Era mais velho que os dois primeiros, pele morena e olhos azuis. Pensei comigo que ia ser complicado escolher os quatro que me iriam penetrar, pois até agora todos eles eram fisicamente muito interessantes…

– Boa noite… – disse-lhe com um sorriso.

– Boa noite! Posso?…

– Claro!

Ele entrou e, tal como acontecera antes, beijou-me na boca. Comecei a desconfiar que o Jorge tinha dito a todos eles que a saudação seria essa! Mal o beijo tinha acabado, a campainha voltou a tocar.

– Desculpa, tenho de atender! – indiquei ao recém-chegado.

– Está à vontade! – respondeu. Dirigiu-se aos três homens que estavam no sofá e todos se cumprimentaram. Era evidente que eram velhos conhecidos. Que festas já teriam frequentado todos juntos e que coisas já teriam feito? – perguntei-me.

De novo a senha foi dita pelo intercomunicador. Esperei que o elevador chegasse e quando abri a porta deparei-me com um homem de raça negra, com pouco mais de 20 anos, que me perfurou a pele com um olhar intenso. Engoli em seco. Todo ele irradiava sensualidade e coloquei-o no primeiro lugar da minha lista mental reservada para os quatro eleitos!

– Boa noite! – disse-lhe com uma voz tremida.

Ele sorriu-me e sem responder aproximou-se de mim e beijou-me. Como já não era surpresa esse tipo de saudação, respondi ao beijo abrindo os lábios num convite a que a sua língua entrasse na minha boca. Ele percebeu e lambeu-me os lábios. Estiquei a minha língua também e as duas envolveram-se num bailado húmido. Senti a mão dele pousar na minha cintura e deslizar até ao meu rabo. Apertou-o com uma pressão moderada e, naquele momento, apeteceu-me prolongar o beijo e as carícias. Mas controlei-me e acabámos por nos afastar. Entrou na sala e eu fixei o rosto do Jorge. Ele tinha percebido que o amigo acabado de chegar era o meu preferido até então.

Os restantes convidados chegaram nos minutos seguintes. Passavam dez minutos das oito da noite e estava o grupo completo. Olhei em volta, para aqueles homens que, em breve, iriam desfrutar do meu corpo. O Jorge veio ter comigo e deu-me um beijo suave.

– Vamos então começar a nossa noite!

Dirigiu-se à mesa e pegou num pequeno saco de pele. Abriu-o e retirou uma venda preta.

– Vou vendar-te! Vais ficar assim durante algum tempo, sem veres quem te toca. Só vais conhecer as sensações que os toques te provocarem, mas não saberás de quem são as carícias e os beijos.

Estremeci quando ele me colocou gentilmente a venda sobre os olhos. Fui envolvida pela escuridão. Fiquei parada, de pé, no centro da sala. O que estaria a acontecer? O que iria acontecer? Havia um silêncio apenas mitigado por uma música de fundo muito suave. Dei um pequeno salto quando algo passou pelo meu rosto. Percebi que era um dedo que me acariciava muito suavemente. De quem seria aquele dedo? Era impossível saber. A carícia foi descendo pelo meu queixo, pelo pescoço e assentou arraiais no meu seio esquerdo. Começou a brincar com o meu mamilo, provocando-o, e ele não tardou a reagir. Algo húmido acabou por me tocar o bico já acordado. Era uma língua… seguida de uns lábios que o beijaram e começaram a sugar. Aquilo sabia bem… e uma segunda boca abocanhou o outro mamilo. Estava agora a ser chupada por dois homens. As mãos tinham desaparecido, apenas as duas bocas me tocavam. Uma outra língua lambeu-me uma das nádegas… e quase em simultâneo a quarta boca entrou em ação na outra nádega! Tinha quatro homens a lamber-me naquele momento!

– Metade! – pensei.

Ana Paula Jorge | Crónicas do Meu Outro Eu

Ana Paula Jorge | Escritora erótica (apjlivros@gmail.com)
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