Sexo na clínica de depilação – Continuação…

“Despejou um líquido branco e algo pastoso na mão e espalhou-o por toda a minha zona púbica. Massajou-a suavemente e eu fechei os olhos saboreando os efeitos daquela mão que me percorria vagarosamente uma região ultra-sensível…”

Sexo na clínica de depilação

Passadas três semanas, regressei para fazer a segunda sessão. Estávamos em maio e as temperaturas já estavam muito agradáveis. Nessa manhã, escolhi um vestido justo, o que significava que, depois de o despir ficaria apenas com a tanguinha e o soutien. Como a tanguinha seria para despir, só o soutien me separaria da nudez total durante a sessão de depilação. 

Quando cheguei à clínica, o técnico estava à minha espera. Recebeu-me com um sorriso e um aperto de mão e conduziu-me ao gabinete. Quando fechou a porta, pegou no dossier com os meus dados, deu uma rápida vista de olhos e fixou o olhar no meu. 

– Então, que tal os resultados da primeira sessão? 

– Acho que foram bons. Cresceram alguns pelos, mas mais fracos e mais espaçados. 

– Ótimo! Vai ver que de sessão para sessão os resultados serão melhores. Vou pedir-lhe que dispa o vestido e a cueca e que se deite na marquesa por favor. 

Sorri-lhe e pousei a mala numa cadeira em frente à pequena secretária. Descalcei os sapatos pretos e corri o fecho das costas do vestido. Ajeitei os ombros fazendo-o deslizar pelo meu corpo. Reparei que ele me olhava, observando o processo de strip que tinha exposto o meu conjunto vermelho vivo aos seus olhos. Dobrei cuidadosamente o vestido e pousei-o na cadeira. Há sempre algo de fascinante quando nos despimos assim em frente a um homem, confesso que gosto do sabor que me invade a pele, exposta em toda a sua intimidade. 

Puxei o tecido da tanguinha para baixo e deixei-a planar até ao chão. Baixei-me para a apanhar e coloquei-a em cima do vestido. Dirigi-me à marquesa, pensando que desta vez, ao contrário da primeira sessão, ele não se virara de costas enquanto eu me tinha despido. Tinha ficado a ver-me, sem tentar esconder o interesse pelo que estava a acontecer. Deitei-me e esperei que ele se aproximasse. 

– Vou primeiro fazer uma observação para ver que pelos mais cresceram e em que zonas, ok? 

– Ok! 

Olhou para a área do meu baixo-ventre e passou a mão pela zona púbica.  

– De facto, estes pelos que foram nascendo estão mais fracos. Têm uma textura menos áspera! 

Enquanto ia falando, a sua mão acariciou-me o monte de Vénus e desceu um pouco, até à junção superior da minha fenda. Afastou-me as coxas e puxou um banco com rodas que estava por baixo da marquesa. Sentou-se e aproximou o rosto do meu ventre. 

– Vou observar a zona dos lábios vaginais para ver como reagiram os pelos nessa área… 

Senti os dedos tocarem-me e abrirem-me o sexo. Um dos dedos roçou ao longo do lábio esquerdo, de baixo para cima, terminando na região que cobria o clitóris. 

– Tem por aqui uns pelos mais resistentes…  

Voltou a percorrer a zona, agora de cima para baixo, e depois tateou o lábio direito. Cada viagem provocava-me uma sensação agradável e estimulante. Olhei para baixo e vi como a mão direita dele me afastava a abertura vaginal, com o indicador e o polegar a servirem de mola, enquanto o indicador da mão esquerda explorava o interior rosa escuro que fazia a fronteira de acesso às minhas entranhas. 

– Bom, vou colocar-lhe um creme para depois raparmos os pelos que tem aqui. De seguida aplicamos o laser. 

Despejou um líquido branco e algo pastoso na mão e espalhou-o por toda a minha zona púbica. Massajou-a suavemente e eu fechei os olhos saboreando os efeitos daquela mão que me percorria vagarosamente uma região ultra-sensível.  

Quando terminou, usou a lâmina e cortou-me os pelos que polvilhavam toda a área que ia das virilhas ao monte de Vénus, rapando-me também de forma delicada os lábios carnudos e já ligeiramente humedecidos pelo tratamento a que estavam a ser submetidos.  

– Muito bem! – disse ele levantando-se do banco. – Vamos então aplicar o laser! 

Calçou as luvas de borracha e colocou os óculos protetores. Agarrou numa toalha que colocou sobre os meus olhos e deu início ao tratamento. Tal como na primeira sessão, fui sentindo o formigueiro e a sensação de choque elétrico provocado pelo laser. Quando se aproximou dos lábios, as sensações tornaram-se mais fortes. Senti que ele os afastava e os disparos já um pouco dolorosos, que me faziam contrair os músculos. Sempre que ele percebia essa contração, parava uns segundos e massajava-me a área atingida o que, na prática, funcionava como uma estimulação sexual. Dei comigo a desejar que o laser me doesse para de seguida ter direito à massagem localizada! 

Não sei exatamente quanto tempo demorou o tratamento, mas quando terminou eu estava já suficientemente estimulada para ter vontade de libertar o desejo acumulado. Ele retirou-me a toalha dos olhos. Já não tinha luvas nem óculos protetores e o seu rosto abriu-se num sorriso. 

– Já acabou a tortura! Doeu muito? 

– Um bocadinho! Mas é suportável… 

– Quer que eu passe um creme na área tratada para refrescar e atenuar os efeitos do laser? 

A pergunta, como era óbvio, tinha por trás uma intenção clara! Ele sabia que a minha concordância significava que eu queria que ele me masturbasse e me fizesse vir, tal como na primeira sessão. 

– Sim… gostaria muito… -respondi de imediato. 

Despejou um pouco de um líquido transparente e com um odor açucarado no meu baixo-ventre. Um fio escorreu para a junção dos lábios vaginais, lambendo-os. De seguida, as duas mãos mergulharam entre as minhas coxas e começaram a massajá-las. A pressão ia alternando entre toques mais leves e outros mais profundos, rodeando-me o sexo, sem lhe tocar. O resultado foi o que seria de esperar. Todos os circuitos internos do prazer foram sendo ativados e a vontade de que aqueles dedos mergulhassem no meu corpo foi aumentando de intensidade. Mas ele queria prolongar o momento, revelando não ter pressas em me fazer chegar ao orgasmo. A tática ia produzindo efeitos e todas as minhas entranhas começaram a implorar em gritos surdos por algo que as preenchesse.  

 Tenho preservativos na minha mala!… – disse-lhe fixando o olhar no seu rosto. 

Os dedos que me tocavam imobilizaram-se por uns segundos. Percebi que o convite o apanhara de surpresa, mas era aquilo que eu queria, que ele me enchesse com um sexo duro e quente para acalmar o desejo que sentia. 

Sem nada dizer, dirigiu-se à minha mala, pousada na cadeira junto à secretária. 

 Estão numa bolsa verde, pode abrir… 

Retirou a bolsa da mala e abriu-a. Pegou num preservativo e aproximou-se de mim. Eu sentei-me na marquesa e desapertei o soutien, retirando-o. Fiquei nua e vi-o desapertar a bata branca. Tinha uns jeans e um polo preto.  

 Tire tudo… quero vê-lo nu! 

Obedeceu e, de forma mais ou menos desajeitada, tentou livrar-se rapidamente da roupa. Quando finalmente ficou despido estiquei o braço direito e agarrei o rolo já duro que apontava para mim. Estava quente… e macio…  

 Já vi que também faz depilação integral! – disse observando a região púbica toda rapada. 

 Sim! Também fiz com laser Alexandrite. 

Saltei da marquesa e ajoelhei-me em frente dele. Aproximei a boca da cabeça rosa e húmida e toquei-lhe com a ponta da língua. Senti um leve sabor salgado e não resisti a abrir os lábios, fazendo deslizar a ponta do membro para dentro da minha boca. Ele soltou um leve gemido e eu suguei a carne macia num gesto que me fez engolir cerca de dois terços do sexo invasor. Não era excecionalmente dotado, mas tinha um volume que permitia encher a boca! Comecei a deslizar os meus lábios sobre o rolo que a minha mão aprisionava pela base. Com a outra mão, agarrei-lhe os testículos e apertei-os levemente. Olhei para cima e vi como ele me olhava naquela mamada que o ia deixando cada vez mais excitado. Não prolonguei muito a sessão oral, pois não queria que ele se viesse na minha boca. Pedi-lhe o preservativo, abri-o e coloquei-o na ponta do pénis. Desenrolei-o vagarosamente, cobrindo toda a pele daquele membro que em breve me ia penetrar. Estava tudo pronto… e eu beijei-o nos lábios. Ele respondeu, agarrando-me pela cintura e esticando a língua que me invadiu a boca. Saboreámo-nos mutuamente, explorando as bocas um do outro durante uns segundos. Depois, virei-me de costas para ele e curvei-me apoiando o peito e a barriga na marquesa. Abri as pernas e fiquei de rabo espetado à espera da sua investida. Ele colocou-se atrás de mim e conduziu o pénis para a entrada entre as minhas coxas. Ajudei-o a acomodar a cabeça na fenda molhada e senti-o deslizar suavemente até entrar todo. 

 Sabe bem! – disse em voz baixa. 

Ele começou a fazer movimentos de vaivém, num ritmo vagaroso, e eu saboreei os efeitos da fricção daquele rolo na carne acesa das minhas entranhas.  

 Com mais força! – pedi… e ele respondeu começando a dar-me umas estocadas secas. O silêncio do quarto foi quebrado pelo som do embate do seu corpo no meu, sempre que o pau se enterrava todo dentro de mim. 

 Isso!… isso… – murmurei ao ritmo das investidas. 

A velocidade dos seus impulsos começou a aumentar. As duas mãos que me seguravam as ancas apertaram-me a pele e eu percebi que ele estaria a aproximar-se do orgasmo. Também eu me preparava para gozar e agarrei-me à borda da marquesa para segurar o corpo que começava a ser alvo de estocadas cada vez mais fortes. Senti os sinais que me avisavam que me iria vir dentro de poucos segundos e espetei o rabo ao máximo para receber quele entra e sai delicioso. 

 Mais rápido! – implorei. – Vou gozar… 

Incentivado pelo meu pedido ele acelerou os movimentos que desencadearam uma explosão por todo o meu corpo. 

 Aahhh!… Tão bom!… 

Quase em simultâneo, ele soltou um gemido prolongado e num gesto seco enterrou todo o seu membro no meu corpo, deixando-o ficar enquanto me empurrava, como se quisesse meter não apenas o rolo mas as bolas macias que me acariciavam a zona exterior dos lábios abertos. Veio-se assim, e os seus dedos apertaram-me de forma quase violenta. Deu mais dois ou três impulsos que acompanharam o êxtase que o invadiu e, no final, deixou cair o seu peito sobre as minhas costas. As suas mãos deslizaram pelos flancos do meu corpo e meteram-se por baixo do meu peito agarrando-me os seios. Beijou-me os ombros e ficámos assim, em silêncio, desfrutando do momento e recebendo o relaxamento que sempre chega depois do orgasmo. Quando finalmente ele se endireitou e saiu de mim, virei-me e olhei-o. Do pénis, ainda duro, caia a bolsa do preservativo cheia de esperma. Retirei o latex protetor com cuidado e dei-lhe um nó, para evitar derramar o líquido armazenado. Deitei-o no caixote branco junto à secretária e espreguicei-me. 

 Foi bom? – perguntou ele olhando-me. 

 Foi ótimo! Cada vez gosto mais destas sessões de depilação! 

 

Crónicas do meu outro eu

Ana Paula Jorge | Escritora erótica (apjlivros@gmail.com)
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