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Crónicas do Meu Outro Eu | Strip poker

Conduzi o meu Peugeot 106 pelo trânsito das ruas da cidade sentindo a adrenalina aumentar. Quando cheguei a casa da Teresa já o Jorge lá estava. Ela apresentou-nos e cumprimentámo-nos com dois beijos

Crónicas do Meu Outro Eu | Strip poker

Excerto de um dos ebooks das minhas Crónicas do Meu Outro Eu

Conduzi o meu Peugeot 106 pelo trânsito das ruas da cidade sentindo a adrenalina aumentar. Quando cheguei a casa da Teresa já o Jorge lá estava. Ela apresentou-nos e cumprimentámo-nos com dois beijos na face. Cumprimentei também o João. Já o conhecia das idas à empresa quando ia buscar a Teresa, tínhamos conversado algumas vezes por breves minutos, mas nunca tinha havido nenhuma relação mais próxima com ele. Na verdade, pensei, estava prestes a correr o risco de me despir em frente de dois homens que eram quase totalmente desconhecidos para mim!

O jantar correu de forma muito agradável. Quer o João, quer o Jorge, eram bastante simpáticos e bem-dispostos. Durante a refeição ninguém falou do strip póquer. Fomos conversando de assuntos banais, e matando a curiosidade – sobretudo do Jorge em relação a mim e minha em relação a ele. Quando terminámos a sobremesa já ambos sabíamos que não tínhamos nenhuma relação com outra pessoa, coisa que agradou a ambos.

Depois de levantarmos a mesa, sentámo-nos nos sofás da sala e, enquanto bebíamos um café, a Teresa assumiu o controlo:

– Bom, a Ana já foi informada daquilo que vai acontecer a seguir. Só temos de definir qual o prémio para o vencedor ou vencedora!
Olhámos uns para os outros. Sendo eu uma novata achei por bem manter-me em silêncio. Foi o Jorge quem acabou por fazer uma proposta.

– Na medida em que temos aqui uma participante que se vai estrear, acho que podia ser ela a escolher!

Estava a beber um golo de café e ao ouvi-lo quase me engasguei! Tossi duas vezes e os três começaram a rir-se. Tentei recompor-me e quando consegui falar, a minha voz saiu-me meio esganiçada.

– Eu?…

– Sim, acho que seria a melhor solução. Queremos que te sintas confortável naquilo que for decidido e, por isso, nada como seres tu a escolher! – disse-me o Jorge com um sorriso.

– Confesso que fui apanhada de surpresa! Estava à espera de ouvir as propostas de quem já está habituado a estas coisas!

Olhei para a Teresa à procura de auxílio! Mas que raio de ideia essa de ser eu a escolher! Ela percebeu e tentou ajudar-me.

– Bom, acho que podemos escolher uma coisa assim suave… sei lá… que tal o vencedor escolher uma pessoa para beijar? Que te parece Ana?

– Parece-me bem!…- disse aliviada e agradecida com a ajuda.

– Também acho bem! – disse o João. – Podemos definir que o vencedor poderá dar três beijos na pessoa escolhida!

– Boa! – apoiou o Jorge. – Três beijos em qualquer parte do corpo, ou há alguma restrição?

Percebi que todos esperavam a minha opinião.

– Bom… por mim, não coloco nenhuma restrição! Pode ser em qualquer parte do corpo!

– Grande Ana, gosto desse à-vontade! – elogiou o Jorge.

– Então fica assim combinado! O vencedor pode dar três beijos em qualquer parte do corpo da pessoa escolhida! – sintetizou a Teresa.

– Um minuto cada beijo! – sugeriu o João. – Os que ficam de fora assistem e cronometram!

Todos concordámos. Enquanto o João colocava uma música ambiente suave, a Teresa foi ao quarto. Voltou poucos segundos depois, vestindo uns calções de ganga curtinhos e uma t-shirt vermelha. Era visível que não usava soutien, pelo balouçar dos seus seios enquanto caminhava. O João deu-lhe um beijo na boca e saiu da sala. Ela foi buscar os dados, caneta e papel. Deduzi que o seu marido tinha ido vestir-se também, e dois minutos depois o seu regresso confirmou isso mesmo. Usava umas calças de ganga e uma t-shirt branca. Era um homem bonito, pensei enquanto o olhava.

Como eu e o Jorge já estávamos “equipados” (o Jorge tinha umas calças castanhas e uma camisa branca) sentámo-nos à volta da mesa, definimos as regras básicas para a pontuação, e as “hostilidades” começaram! A primeira ronda correu mal e fui eu que perdi! Uma peça de roupa tinha de ser tirada! Levantei-me e perante os olhares dos três e aguardei. Tínhamos definido que quem escolhia a peça a ser retirada seria a pessoa com mais pontos no momento, e essa pessoa era a Teresa.

– Despe a saia! – ordenou ela.

– Devagar! – pediu o Jorge quando comecei a desapertar o fecho.

O seu pedido provocou-me um arrepio. Quando o fecho se abriu, deixei-a deslizar pelas pernas. A cuequinha azul estava agora exposta e deixei que os olhares deles me observassem.

Voltei a sentar-me e recomeçámos o jogo. Tentei concentrar-me para melhorar os resultados, mas decididamente aquela parecia não ser a minha noite ao jogo. Perdi de novo. Desta vez era ao Jorge que cabia escolher qual a peça que eu devia despir. Percebi que ele estava indeciso, mas acabou por dizer.

– A blusa!

Reparei no leve sorriso que lhe aflorava o rosto. Decididamente, ele estava desejoso de me ver os seios e eu também estava com vontade que ele me devorasse com os olhos. Com gestos lentos agarrei na parte de baixo da blusa e comecei a puxá-la para cima. A pouco e pouco a pele da minha barriga foi surgindo e o meu peito soltou-se quando retirei a peça pela cabeça! Estava agora praticamente nua em frente dos três, mas era sobretudo o olhar do Jorge que me excitava. Na verdade, também me sabia bem que o João me visse assim… e mesmo a Teresa… mas o olhar do Jorge entranhava-se no meu corpo e percebi que os meus mamilos denunciavam a excitação que sentia.

Sentei-me de novo. Estava a uma derrota de ficar nua. Mas no terceiro jogo a vítima foi a Teresa. Mais uma vez, coube ao Jorge decidir qual a peça a despir. E a escolha recaiu na t-shirt. Ela levantou-se e obedeceu. Reparei que tinha uns seios muito bonitos, e pensei que seriam certamente macios e saborosos.

Quando se sentou, a mesa tinha ganho um aspeto que agradava bastante aos dois elementos masculinos. Estávamos agora as duas em topless e eles desfrutavam, visivelmente agradados do panorama que se oferecia aos seus olhos.

Novo jogo e derrota para o João! Coube-me a mim escolher o “castigo”. Optei pelas calças, que ele despiu, revelando os boxers pretos e justos que permitiam entrever o vulto de um pénis semi-erecto. Mais um jogo e derrota do Jorge.

“Yes!” – disse mentalmente. Finalmente ia ver um pouco daquele corpo…

Coube ao João decidir. E a opção foi a camisa. O ambiente começava a aquecer e quer os meus seios quer os seios da Teresa eram alvos de olhares gulosos. Entre as duas, eu era o alvo mais procurado, o que era normal, pois era uma novidade para os dois homens. Quando o Jorge voltou a perder e me coube a mim escolher a peça a tirar, as calças eram a única alternativa. Sorri ao perceber que eu e ele estávamos na mesma situação… apenas nos faltava uma peça. E eu estava a aguentar-me, depois daquele início desastroso.

O jogo continuou e a Teresa voltou a perder, sendo obrigada a despir os calções. E de seguida… de novo o Jorge! Como lhe restavam apenas os boxers, ele retirou-os ficando nu perante os meus olhos. Passei a língua pelos lábios, de forma involuntária. O seu nível de excitação era elevado e eu fiquei com uma enorme vontade de explorar aquele vulto ereto que sobressaía entre as suas coxas!

Eramos agora três concorrentes e duas derrotas do João levaram-no a ficar também despido. Não pude evitar uma gargalhada ao ver os dois homens assim perante mim e a Teresa.

– Isto começou mal, mas está a correr bem agora! – disse à Teresa.

– Pois está! Muito bem mesmo! – respondeu ela. – Vamos lá à grande final entre mulheres!

Ambas sabíamos que era o último jogo, quem ganhasse seria a vencedora da noite e poderia reclamar o prémio. A concentração não era fácil com os dois homens sem roupa mesmo ali ao pé de nós, isto para não falar dos seios fascinantes da Teresa que me pareciam cada vez mais apetecíveis. Mas lá tentei fixar a atenção nos dados e, surpreendentemente, ganhei! Eu, que tinha praticamente ficado sem roupa ao fim de duas rondas, era agora a que chegava ao fim como vencedora.

– Yes! – gritei, esticando os braços para cima.

– Muito bem! Parabéns! – disse-me o Jorge.

– Que estreia em grande.

A Teresa levantou-se e despiu a tanguinha branca. Tinha um tufo de pelos bem aparados que desenhavam uma linha por cima do sexo. Dos quatro, apenas eu mantinha uma peça de roupa vestida e agora podia reclamar o troféu!

– Escolhe o prémio! – disse-me o João.

– Hummm… vamos lá ver… – olhei para cada um deles de forma pausada. Acreditava que todos pensassem que eu iria escolher o Jorge, eu própria tinha esse objetivo quando começara a jogar, e agora que o via assim, nu à minha frente, continuava a sentir um fascínio por aquele homem. Respirei fundo e anunciei.

– Teresa! Quero que o meu prémio seja a Teresa!

A minha decisão surpreendeu todos os presentes, a mim incluída! Aquilo tinha-me saído sem pensar e, que raios, porque é que eu não escolhera o Jorge, já que ele me excitava? A Teresa olhava-me com um ar de espanto.

– Eu?

– Sim… – disse tentando mostrar convicção. A verdade é que a minha escolha tinha por trás a minha veia provocadora. Percebi que tinha vontade de provocar os dois homens – o Jorge sobretudo – oferecendo um espetáculo que duas mulheres envolvidas uma com a outra.
– Podia escolher qualquer um dos três, não podia? – perguntei.

– Sim, claro! – confirmou o João.

Os olhares fixaram-se então na Teresa. Naquele momento fiquei com a sensação de que ela nunca se tinha envolvido com uma mulher e que, por isso, tinha ficado sem saber muito bem como reagir. Ela olhou-me.

– Ok! Vou então ser eu o teu prémio. Três beijos.

Os dois homens sentaram-se no sofá, preparados para assistir ao espetáculo. Eu levantei-me e aproximei-me dela. Agarrei-lhe a mão e sussurrei-lhe.

– Surpreendi-te com a minha escolha?

– Sim… não estava à espera!…

– Se te sentes desconfortável eu abdico da prenda!

– Não, não… apenas não estava à espera. Mas acho que mereces receber o prémio! – disse-me piscando o olho.

Percebi que, mesmo que fosse a primeira vez dela com outra mulher, a Teresa tinha vontade de experimentar.

– Ok. Então o meu primeiro beijo vai ser neste mamilo! – anunciei, enquanto esticava a mão e tocava com o indicador no local escolhido.
– Têm o cronómetro pronto? – perguntei aos dois espectadores.

– Sim, controlamos pelo relógio ali da mesa.

Coloquei as duas mãos na cintura da Teresa, baixei a cabeça e aproximei os lábios do seu peito. Toquei ao de leve com a ponta da língua no mamilo e lambi-o. Senti que o corpo dela estremeceu levemente e abocanhei a ponta que começava a endurecer. Tinha menos de um minuto para desfrutar e aproveite para o chupar e mordiscar. Quando ouvi a voz do Jorge anunciando que o tempo tinha terminado, endireitei-me e olhei para a Teresa. O rosto dela não enganava. O meu beijo tinha-a excitado, era visível. Tinha as faces rosadas e o seu olhar estava pincelado de um brilho denunciador do tesão que aquele beijo lhe provocara.

– E agora? – perguntou ela.

– Agora… quero beijar-te o sexo.

 

Ana Paula Jorge | Crónicas do Meu Outro Eu

Ana Paula Jorge | Escritora erótica (apjlivros@gmail.com)
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