Arão Noé Amaral eleito novo presidente do Parlamento Nacional timorense

Arão Noé Amaral eleito novo presidente do Parlamento Nacional timorense

Arão Noé Amaral, que já foi deputado dos dois maiores partidos timorenses, a Fretilin e o CNRT, foi hoje eleito 5.º presidente do Parlamento Nacional, com 36 votos a favor, numa reunião que marcou o arranque da 5.ª legislatura.

Díli, 13 jun (Lusa) – Arão Noé Amaral, que já foi deputado dos dois maiores partidos timorenses, a Fretilin e o CNRT, foi hoje eleito 5.º presidente do Parlamento Nacional, com 36 votos a favor, numa reunião que marcou o arranque da 5.ª legislatura.


Chefe da bancada do CNRT desde 2012, Arão Noé Amaral, cuja eleição secreta teve 29 votos contra, sucede a Aniceto Guterres Lopes que teve a presidência mais curta do parlamento, de menos de um ano.


Terceiro presidente do parlamento a sair das fileiras do CNRT (depois de Vicente Guterres e Adério Hugo da Costa), Noé Amaral, 63 anos, e que só completou a 4.ª classe, é natural de Fatuberliu, no município de Manufahi.


Arão Noé Amaral é um dos deputados veteranos, tendo, ainda nas fileiras da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), integrado a Assembleia Constituinte e sido eleito deputado na primeira legislatura (2002 a 2007).


Depois de 2007, a partir da 2.ª legislatura, passou a fazer parte da bancada do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), partido criado nesse ano. A sua candidatura à presidência foi a única apresentada ao cargo.


Antes da eleição, o presidente cessante, Aniceto Guterres Lopes abriu a primeira reunião da 5.ª legislatura, que começou com o hino nacional, agradecendo aos deputados que terminaram o seu mandato, depois de uma legislatura curta, mas intensa.


Um período, relembrou, que ficará na história do parlamento, com uma “conjuntura política particularmente exigente” e de confrontação e que termina com a maioria dos deputados reeleitos.


Num curto discurso, antes de sair do cargo – como define o regimento – Aniceto Guterres Lopes deixou um apelo a todos os deputados, para que lutem pela nação.


“Timor-Leste precisa de estadistas e políticos com sentido de Estado. Que lutem pelos interesses da nação à frente dos interesses pessoais, de um grupo ou do partido”, afirmou.


Os trabalhos ficaram emperrados durante a manhã, com um debate sobre a composição de uma “comissão de verificação de poderes” dos deputados, que finalmente foi aprovada.


Depois de almoço, em conjunto, os 65 deputados prestaram juramento: “Juro por Deus, pelo Povo e por minha honra, cumprir com lealdade as funções em que sou investido, cumprir e fazer cumprir a Constituição e a Lei e dedicar toda a minha energia e capacidade à defesa e consolidação da independência, unidade e integridade nacionais”.


Ausente da sessão de hoje estiveram os líderes dos do CNRT, Xanana Gusmão, e do PLP, Taur Matan Ruak, que eram cabeças de lista da AMP e que renunciaram ao seu mandato.


Xanana Gusmão já foi, no passado, deputado, enquanto Taur Matan Ruak renunciou pela segunda vez consecutiva ao cargo para o qual foi eleito, a primeira depois das eleições 2017. Foram substituídos respetivamente por Óscar de Araújo (NCRT) e Sabino Soares (PLP).


A sessão foi suspensa para uma ‘foto de família’ dos deputados e depois para a entrada de vários requerimentos de substituição temporária de Mari Alkatiri (Fretilin), antes de ser retomada para a eleição de Arão Noé Amaral.


A disposição dos 65 deputados – 42 homens e 23 mulheres – reflete a nova composição do Parlamento Nacional que terá seis bancadas, ainda que só tenham sido eleitas quatro forças políticas: AMP, Fretilin, PD e FDD.


Do lado esquerdo estão, do ponto de vista do público, as bancadas dos dois partidos mais pequenos da Aliança de Mudança para o Progresso (AMP), nomeadamente os cinco deputados do Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO) e os oito do Partido Libertação Popular (PLP).


No centro estão os 21 deputados do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) e do lado direito estão os 23 da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), os cinco do Partido Democrático e os três da Frente de Desenvolvimento Democrático (FDD) – que se estreia no Parlamento Nacional.


Nas próximas sessões, serão eleitos os restantes membros da mesa.


Com a tomada de posse dos deputados abre-se a porta para a indigitação do próximo primeiro-ministro a quem caberá formar o VIII Governo constitucional, algo que pode ocorrer nas próximas semanas.



ASP // MAG

By Impala News / Lusa


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