Chuva regressa ao último dia do Primavera Sound depois da apoteose de A$AP Rocky

Chuva regressa ao último dia do Primavera Sound depois da apoteose de A$AP Rocky

A chuva voltou hoje para os primeiros concertos do último dia do Primavera Sound, no Porto, depois de na noite de sexta-feira Vince Staples ter pavimentado o caminho para a apoteose de A$AP Rocky.

Porto, 09 jun (Lusa) — A chuva voltou hoje para os primeiros concertos do último dia do Primavera Sound, no Porto, depois de na noite de sexta-feira Vince Staples ter pavimentado o caminho para a apoteose de A$AP Rocky.


Luís Severo e Oso Leone inauguraram a tarde chuvosa de hoje, num dia que conta ainda com Nick Cave & The Bad Seeds, como ponto alto de encerramento do festival, no Parque da Cidade do Porto, que na noite passada apostou no ‘hip-hop’ como prato forte do palco principal.


Vince Staples subiu sozinho ao palco, entoando temas dos dois álbuns, “Summertime ’06” e “Big Fish Theory”, com uma componente visual que consistia em imagens de referências da história americana, de Kurt Cobain a Malcom X, sem esquecer o ‘single’ produzido com os Gorillaz, “Ascension”.


Poucos metros ao lado, Thundercat começou com o que soava a uma ‘jam session’, incidindo em jazz de fusão, numa sinergia entre o baixo, as teclas e a bateria que foram agitando as filas da frente do palco Pitchfork, dedicando a ‘performance’ a Anthony Bourdain, ‘chef’ de cozinha e conhecido apresentador de televisão norte-americano, que faleceu no mesmo dia.


“Descansa em paz, Anthony Bourdain. Perdemos uma grande pessoa hoje. Foi uma maneira difícil de começar o dia. Este ‘set’ é dedicado a ele”, exultou o baixista.


Voltando ao palco principal, A$AP Rocky proporcionou a apoteose da noite, numa entrada apoiada por ‘samples’ de Moby e Kendrick Lamar, além de efeitos luminosos, conjugados com lança-chamas e fumo.


Iniciando a atuação com faixas do novo álbum “Testing”, o ‘rapper’ nova-iorquino assumiu desde o início uma aproximação com o público que ia entoando os novos temas, assim como as músicas que marcaram a sua carreira.


À mesma hora, Unknown Mortal Orchestra apresentaram o novo álbum “Sex & Food”, passando ainda pelos sucessos “Multi-Love”, terminando com “Can’t Keep Checking My Phone”, para deleite do público.


Já hoje, Luís Severo, com álbum homónimo, editado no ano passado, recebeu e fez balançar os primeiros festivaleiros do dia, numa incursão pela “Planície”, ‘single’ do último álbum, numa discografia que inclui ainda “Cara d’Anjo”.


Os espanhóis Belako estrearam o palco principal com ‘riffs’ de ‘post punk’, segurando a atenção do público com o mais recente trabalho “Render me Numb, Trivial Violence”.


Pouco depois, Kelela levou ao palco Super Bock o ‘R&B’ melódico e eletrónico, com o álbum “Take me Apart”, numa altura em que a chuva se fazia sentir com mais intensidade, mas que, ainda assim, não afastou os festivaleiros da artista americana, que confessou estar admirada com a receção obtida.


O NOS Primavera Sound termina hoje, com concertos de Nick Cave & The Bad Seeds, The War on Drugs, Mogwai, Nils Frahm, Arca, Denis Sulta, cabendo a Talaboman o encerramento do festival, pelas 04:00.



AXYG/ACYS/SIYF/CCM // ZO

By Impala News / Lusa


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