Largo Fonte Nova, Serralves e Casa da Arquitetura com prémios ibéricos FAD

Largo Fonte Nova, Serralves e Casa da Arquitetura com prémios ibéricos FAD

O arranjo urbano do largo Fonte Nova, em Lisboa, e o Pavihão do Lago, intervenção temporária feita em Serralves, são os dois projetos distinguidos pelos prémios de arquitetura do Fomento de las Artes y del Diseño (FAD), de Barcelona.

Barcelona, Espanha, 08 jun (Lusa) – O arranjo urbano do largo Fonte Nova, em Lisboa, e o Pavihão do Lago, intervenção temporária feita em Serralves, são os dois projetos distinguidos pelos prémios de arquitetura do Fomento de las Artes y del Diseño (FAD), de Barcelona.


Na lista dos premiados, publicada pela associação ArquinFAD, é também atribuída uma menção especial ao projeto de instalação da Casa da Arquitectura, na Real Vinícola, de Matosinhos.


O prémio FAD de Cidade e Paisagem foi para a “Praça Fonte Nova” de Lisboa, projeto do arquiteto José Adrião, promovido pela Câmara Municipal de Lisboa, por “assumir a complexidade de um lugar, potenciando o uso democrático do espaço público, com a recuperação de um antigo parque de estacionamento, sob um viaduto”, que se transformou num “lugar de descanso e de lazer”.


O “Pavilhão do Lago”, concebido por Carlos Azevedo, João Crisóstomo e Luís Sobral, para os jardins da Fundação de Serralves, no ano passado, venceu o prémio da categoria Intervenções Efémeras, pelo seu “diálogo poético com a paisagem”.


A menção especial do júri, na área de Arquitetura vai para o projeto “Casa da Arquitetura na Real Vinícola”, de Guilherme Machado Vaz, por propor “um lugar de referência que celebra a profissão [de arquiteto] e se converte em exemplo de recuperação e de renovação urbana”.


Os prémios do Fomento das Artes e do Desenho, atribuídos pela associação interdisciplinar ArquinFAD, estão entre os mais prestigiosos da arquitetura a nível ibérico, por serem atribuídos pelos próprios profissionais.


O grande prémio FAD de Arquitetura foi atribuído ao projeto “Life Reusing Posidonia”, de 15 habitações de promoção pública, em Sant Ferran, Formentera, nas ilhas Baleares, dos arquitetos do Instituto Balear de Habitação Carles Olivé, Antonio Martín, Joaquín Moyá, Alfonso Reina e Maria Antònia Garcías.


Neste projeto, o júri valorizou “o modelo de habitação social de grande qualidade arquitetónica, que aproveita os recursos do meio para estabelecer soluções construtivas”.


O júri desta edição dos Prémios FAD foi presidido pela arquiteta Anna Bach, acompanhada pelos arquitetos Ricardo Carvalho, de Portugal, Pau de Solà-Morales, Cristina Domínguez, Carmen Moreno e Susana Pavón, que durante meses “atravessaram toda a geografia ibérica, para avaliarem as obras suscetíveis de serem premiadas”, como indica a organização.


Este júri atribuiu ainda o prémio de Arquitetura de Interiores à obra “Can Picafort”, em Maiorca, da TEd’A Arquitectes.


O prémio do Internacional foi ‘ex aequo’ para a escola de Orsonnens, na Suíça, da TEd’A Arquitectes, e para o parlamento de Lausana, pelo Atelier Cube.


O Prémio FAD Pensamento e Crítica foi para as obras “La recherche patiente. Le Corbusier 50 years later”, de Jorge Torres Cueco e Clara E. Mejía Vallejo, e “Thermodynamic Interactions. An Architectural Exploration into Physiological, Material, Territorial Atmospheres”, de Javier García-Germán.


Este ano, o Prémios FAD celebraram a sua 60.ª edição, tendo avaliado um total 484 obras, nas diferentes categorias.



MAG // ARA

By Impala News / Lusa


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