Obra gráfica de Vieira da Silva exposta em museu de Badajoz

Obra gráfica de Vieira da Silva exposta em museu de Badajoz

Exposição sobre obra gráfica de Maria Helena Vieira da Silva abre ao público na terça-feira, no Museu Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemprâneo em Badajoz, na Espanha.

Redação, 11 jun (Lusa) – Uma exposição sobre a obra gráfica de Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992), que abrange cerca de 30 anos, abre ao público na terça-feira, no Museu Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemprâneo (MEIAC), em Badajoz, na Espanha.


Com curadoria de Marina Bairrão Ruivo e Sandra Santos, a exposição intitula-se “Maria Helena Vieira da Silva. Obra gráfica – L’ Inclémence Lointaine de René Char”, e resulta de uma colaboração do museu espanhol com a Fundação Arpad Szenes/Vieira da Silva.


Até 16 de setembro, a exposição apresenta uma seleção da extensa obra gráfica criada “por aquela que foi uma das artistas portuguesas mais importantes e de maior projeção internacional do seu tempo”, segundo um texto do museu colocado no seu sítio ‘online’.


“María Helena Vieira da Silva, nascida na primeira década do século XX, deixou o seu nome junto aos mais importantes criadores da Escola de Paris, nos anos do pós-guerra na Europa”, acrescenta.


As gravuras, segundo o MEIAC, “têm um significado próprio no conjunto da obra plástica de Maria Helena Vieira da Silva, que não perturba o seu desenvolvimento ou modifica o seu sentido, mas, antes pelo contrário, prolonga e amplia o alcance da totalidade das 25 peças gravadas a buril que fez para ‘L’Inclémence lointaine’ (1961), do poeta francês René Char”.


Junto a estas gravuras pode ver-se igualmente uma ampla seleção de outras que dão conta da diversidade de recursos técnicos e expressivos patentes na extensa obra gráfica da artista: peças realizadas em buril, água-tinta, serigrafias, litografias.


As peças cobram um período de cerca de 30 anos, apresentando, em 1960 e 1961, “a diversidade temática e plástica, a plena maturidade da artista, que se torna inconfundível”.


Criada ainda em vida de Maria Helena Vieira da Silva, uma das mais importantes pintoras portuguesas, e instituída por decreto-lei em 10 de maio de 1990, a Fundação Arpad Szenes — Vieira da Silva tem como missão garantir a existência de um espaço, em Portugal, onde o público possa contactar permanentemente com a obra dos dois pintores.


Na quarta-feira, celebram-se os 110 anos do nascimento da pintora, e a entidade vai realizar um dia inteiro de iniciativas para festejar a data, com visitas guiadas a exposições, ateliers, cinema e uma feira do livro.



AG // MAG

By Impala News / Lusa


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