Sindicatos exigem abertura imediata de concursos médicos para não repetir atrasos

Sindicatos exigem abertura imediata de concursos médicos para não repetir atrasos

Sindicato Independente dos Médicos escreveu aos ministros da Saúde e das Finanças a apelar para que sejam abertos rapidamente os concursos para colocar centenas de médicos recém-especialistas.

Lisboa, 11 jun (Lusa) — O Sindicato Independente dos Médicos escreveu aos ministros da Saúde e das Finanças a apelar para que sejam abertos rapidamente os concursos para colocar centenas de médicos recém-especialistas nas unidades do Serviço Nacional de Saúde.


Os sindicatos médicos temem que se repita este ano o atraso que se verificou com os médicos que terminaram a especialidade em 2017 e que esperaram mais de 10 meses para serem colocados, acabando alguns por desistir de esperar e abandonar o Serviço Nacional de Saúde (SNS).


Os sindicatos exigem a abertura imediata de concursos e avisam que a incerteza quanto ao calendário, bem como os atrasos, são um fator de saída de jovens médicos do SNS.


Nos ofícios que o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) enviou aos ministérios da Saúde e das Finanças, a que a agência Lusa teve acesso, refere-se que “passou já mais de um mês desde a conclusão da época normal” da avaliação do internato médico e que os novos especialistas já têm título.


“Centenas de médicos recém-especialistas aguardam a abertura de concursos para colocação nos vários estabelecimentos do SNS, onde são notórias as carências de médicos em todas as especialidades”, refere o ofício do sindicato.


O SIM pretende a “abertura imediata” dos concursos, indicando que isso devia acontecer logo que estão homologadas as classificações finais dos recém-especialistas, o que aconteceu há três semanas.


“Reiteramos assim o apelo à abertura imediata dos concursos para a categoria de assistente das áreas hospitalar, de saúde pública e de medicina geral e familiar nos vários”, refere a carta.


Em causa estão, nesta primeira fase, concursos para colocar cerca de 800 jovens médicos hospitalares e 300 de medicina geral e familiar, segundo disse à agência Lusa o secretário-geral do SIM, Roque da Cunha.


Também a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) já veio alertar que atrasos na abertura de concursos ou incerteza sobre o calendário a seguir é “um forte motivo de saída de jovens médicos do SNS”.


“Os recém-especialistas já viram homologado o seu título de especialista e estão aptos para contratação. Assumida a necessidade de especialistas em determinadas áreas, não se percebe a ausência de abertura de procedimento concursal”, refere a FNAM numa nota publicada no seu site.


No ano passado, os concursos para os cerca de 700 recém-especialistas hospitalares e de saúde pública que concluíram então a especialidade demorou mais de 10 meses a ser aberto, uma situação que a Ordem dos Médicos chegou a classificar como “vergonha nacional”.



ARP // PMC

By Impala News / Lusa


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