Sociedade aceita mais recursos para saúde se compreender resultados, diz Paulo Macedo

Sociedade aceita mais recursos para saúde se compreender resultados, diz Paulo Macedo

O antigo ministro da Saúde Paulo Macedo estimou que o financiamento da saúde dependerá, no futuro, dos resultados alcançados, indicando que as sociedades aceitarão mais recursos despendidos na saúde se compreenderem o que se pode obter.

Lisboa, 07 jun (Lusa) – O antigo ministro da Saúde Paulo Macedo estimou hoje que o financiamento da saúde dependerá, no futuro, dos resultados alcançados, indicando que as sociedades aceitarão mais recursos despendidos na saúde se compreenderem o que se pode obter.


“Quando falamos em pactos para a saúde, vale a pena dizer o que a saúde consegue dar à sociedade. E a sociedade estará certamente apta a dar mais recursos”, afirmou o ex-ministro e atual presidente da Caixa Geral de Depósitos, no arranque da Convenção Nacional da Saúde, que hoje começou em Lisboa.


Para Paulo Macedo, o debate em torno da saúde não deve centrar-se apenas nos meios humanos e técnicos necessários, mas sobretudo nos resultados.


“Se os ‘outcoms’ forem melhor explicitados à sociedade, a sociedade estará mais disponível para afetar recursos”, disse.


Macedo considera que uma sociedade “não deve ser avaliada apenas pelo PIB”, avisando, contudo, que sem crescimento económico torna-se difícil afetar mais recursos à saúde.


O antigo ministro saudou o “olhar para o futuro” promovido pela Convenção Nacional da Saúde, que pretende delinear uma agenda para o setor para a próxima década, bem como ajudar a criar um pacto nacional para a saúde.


“Estamos ávidos de ter orientações claras e consensos para o futuro”, considerou Paulo Macedo, lembrando que há consensos quanto aos cenários da prestação de saúde nas próximas décadas.


Em Portugal, haverá “menos portugueses para tratar, mas não necessariamente menos população (devido aos fluxos migratórios)”, haverá uma população mais envelhecida e com mais necessidade de cuidados, pessoas mais exigentes e a quem também será exigida maior responsabilidade individual sobre a sua saúde.


“E teremos um financiamento obtido muito por resultados”, estimou, recordando um documento da Organização Mundial da Saúde sobre os recursos a afetar ao setor e sobre a forma como justificar perante a sociedade os recursos necessários.


Cerca de 90 instituições da saúde participam numa Convenção Nacional que hoje começa em Lisboa, para defender mais financiamento e ajudar a criar um pacto para o setor.


A convenção foi criada com o objetivo de ser “o maior debate nacional de sempre sobre o presente e o futuro da saúde em Portugal” e o presidente da comissão organizadora, Eurico Castro Alves, acredita que há condições para se estabelecer um “pacto nacional para a saúde”, como tem sido advogado pelo Presidente da República.


Eurico Castro Alves reconhece que há, no setor, “interesses muitas vezes conflituantes”, mas julga que é possível “pôr de lado as diferenças e olhar para o que pode servir de base a um compromisso futuro”.



ARP // PMC

By Impala News / Lusa


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