Conflitos sobre terras no meio rural fizeram 71 mortos no Brasil em 2017

Conflitos sobre terras no meio rural fizeram 71 mortos no Brasil em 2017

Pelo menos 71 pessoas morreram no Brasil no ano passado devido a conflitos sobre terras no meio rural, divulgou hoje a Comissão Pastoral da Terra (CPT), organização católica que defende os direitos dos pequenos camponeses.

São Paulo, Brasil, 05 jun (Lusa) – Pelo menos 71 pessoas morreram no Brasil no ano passado devido a conflitos sobre terras no meio rural, divulgou hoje a Comissão Pastoral da Terra (CPT), organização católica que defende os direitos dos pequenos camponeses.


No seu relatório anual, a CPT diz que em 2017 se registou o número mais elevado de mortes nos últimos 14 anos e mais 10 vítimas do que no ano anterior.


A organização justifica este aumento com cinco massacres particularmente sangrentos.


Cita como exemplo a morte de nove camponeses, torturados e mutilados, numa zona isolada do estado do Mato Grosso (oeste).


Outros massacres fizeram dez vítimas no Pará (norte) e seis na Baía (nordeste).


Segundo a CPT, a violência aumentou após a chegada ao poder do Presidente Michel Temer em maio de 2016.


“Os conflitos e assassínios mostram (…) a prioridade que este Governo deu aos grupos económicos, proprietários de terras e empresas rurais que, tal como no passado, se comportam violentamente para garantir o seu domínio”, disse Paulo César Moreira, da CPT, citado pela France-Presse.


O número total de incidentes baixou 7% entre 2016 e 2017, mas aumentou o número de conflitos sobre acesso à água, sobretudo nas zonas de exploração mineira.


No Brasil, os camponeses que trabalham pequenos lotes de terra são muitas vezes vistos como obstáculo à expansão do agronegócio.


Muitos deles acabam mesmo por morrer em operações levadas a cabo por grandes proprietários de terras, acusa a CPT.



FPA // VM

By Impala News / Lusa


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