Associação de transportadoras deverá recusar novamente proposta do Governo

Associação de transportadoras deverá recusar novamente proposta do Governo

A Associação das transportadoras deverá recusar novamente a proposta do Governo, porque o “setor precisa de algo para agora” e na mesa está “nada em concreto”.

Lisboa, 11 jun (Lusa) — A Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) deverá recusar novamente a proposta do Governo, porque o “setor precisa de algo para agora” e em cima da mesa está uma “negociação e nada em concreto até ao final do ano”.


Segundo Márcio Lopes, presidente da ANTP, as duas partes reuniram-se sábado e deverão voltar a dialogar na terça-feira de manhã, conforme o calendário previsto.


“Nós vamos negar a proposta negocial do Governo novamente, à partida vamos reunir amanhã (terça-feira), porque já estava marcado desde a semana passada, e depois logo vemos qual a opinião do Governo”, adiantou o dirigente, sublinhando que o setor “precisa de algo para agora, algo urgente, e aquilo que estão a propor é negociação e nada em concreto até ao final do ano”.


E “até ao final do ano é impossível porque o setor tem muitas situações que não consegue ter maneira de aguentar até ao final do ano”, garantiu.


Márcio Lopes reafirmou que a ANTP quer “debater o setor dos transportes, que não está com legislação e regulamentação apropriadas à atualidade”, referindo que a ampliação do limiar do gasóleo profissional é apenas uma das 18 questões do caderno reivindicativo, que inclui ainda 30 dias de pagamento obrigatório e a indexação do preço de combustível à fatura.


“Queremos que o Governo coloque 90% daquele caderno em prática, com urgência, porque no setor as empresas micro, médias e pequenas, que trabalham somente no setor dos transportes, neste momento, é pouco aquilo que conseguem manter as empresas a trabalhar, ou nada. Acho que existem muitas que estão a perder dinheiro”, disse.


Nos 18 pontos estão ainda as exigências de uma secretaria de Estado dedicada exclusivamente aos transportes, a criação de um mecanismo para que a inflação também seja refletida no setor dos transportes, que o preço dos combustíveis seja indexado ao preço dos transportes, isto é, refletido no custo dos serviços, melhores condições de trabalho para os motoristas e descontos nas portagens.


Em 28 de maio, os camionistas iniciaram uma ação de protesto que incluiu a paralisação da circulação e marchas lentas.


No entanto, a paralisação em causa “não teve uma grande adesão”, tal como admitiu, na altura, o responsável da ANTP.


“Sei que não tem estado a haver uma grande adesão. As pessoas estão dispersas e desunidas”, disse Márcio Lopes.


A ANTP representa as pequenas e médias empresas do setor.


De acordo com a ANTP, o setor tem 7.500 empresas e mais de 300 mil trabalhadores, representando esta associação cerca de 400 associados.


Na semana passada, a Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e o Governo assinaram um acordo com medidas imediatas de subida do limiar do gasóleo profissional dos 30 mil para os 35 mil litros e de fiscalização ao setor.



PL (PE /AJO) // ATR

By Impala News / Lusa


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