Regulador japonês encerra pela primeira vez um operador de moeda virtual

Regulador japonês encerra pela primeira vez um operador de moeda virtual

O regulador japonês do setor de criptomoedas vai retirar, pela primeira vez, a permissão de operação de uma corretora de moeda virtual por violação de regulamentos, anunciaram os ‘media’ locais.

Tóquio, 06 jun (Lusa) – O regulador japonês do setor de criptomoedas vai retirar, pela primeira vez, a permissão de operação de uma corretora de moeda virtual por violação de regulamentos, anunciaram os ‘media’ locais.


A agência de serviços financeiros do Japão (FSA) decidiu rejeitar o pedido de registo da corretora de criptomoedas FSHO, fundada em 2014, o que na prática significa que vai ter de cessar a atividade.


O regulador nipónico tomou esta decisão depois de concluir que a FSHO não aplica os protocolos necessários para verificar a identidade dos utilizadores, de acordo com o jornal económico Nikkei.


Esta é a primeira vez que a FSA nega permissão a uma casa de câmbio digital de poder operar, embora no passado já tenha suspendido outras empresas do setor.


A FSHO já tinha sido advertida em março, sendo mesmo forçada a suspender temporariamente a atividade. Esta penalização foi prorrogada em abril porque a operadora continuou a não aplicar os requisitos de transparência destinados a impedir o branqueamento de dinheiro ou outros crimes financeiros.


As autoridades japonesas intensificaram a vigilância deste mercado no país, na sequência de um ataque informático e consequente desaparecimento de 523 milhões da divisa virtual NEM, cujo valor total ascendia a 58 mil milhões de ienes (430 milhões de euros), na maior casa de câmbio de criptomoedas no país, Coincheck.


Em 2014, o Japão foi palco do escândalo Mt.Gox, na altura a maior casa de câmbio de criptomoedas, que faliu após o desaparecimento de 850 mil unidades de Bitcoin, num valor estimado de 48 mil milhões de ienes (368 milhões de euros).


O Japão é o segundo maior mercado mundial deste tipo de divisas e, em abril último, passou a ser o primeiro país a reconhecê-las como forma de pagamento e a estabelecer requisitos legais para que as casas de câmbio possam operar de forma segura e para prevenir delitos como o branqueamento de capitais.



MIM (EJ) // EJ

By Impala News / Lusa


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