Ministro das Finanças alemão defende criação de seguro de desemprego europeu

Ministro das Finanças alemão defende criação de seguro de desemprego europeu

Olaf Scholz defende a criação de um seguro que complementasse as prestações de cada país em situações de crise económica, mas cujas verbas usadas fossem devolvidas pelos Estados-membros

Berlim, 09 jun (Lusa) – O ministro das Finanças alemão, Olaf Scholz, defendeu hoje a criação de um seguro de desemprego europeu que complementasse as prestações de cada país em situações de crise económica, mas cujas verbas usadas fossem devolvidas pelos Estados-membros.


“Sou apoiante da ideia de se complementarem os seguros de desemprego nacionais com um sistema de apoio para toda a zona euro. Um país no qual uma crise económica leva a que muitas pessoas percam o seu emprego, o que afetaria gravemente o seguro de desemprego nacional, devia poder usar dinheiro emprestado desse seguro comum”, afirmou Olaf Scholz, em entrevista à revista alemã “Der Spiegel”, hoje publicada.


O governante alemão sustentou que, “quando a recessão acabasse, esse país deveria devolver o dinheiro recebido, ao mesmo tempo que se esforçaria para tornar os seus sistemas de prestações sociais mais resistentes”.


Na entrevista, Olaf Scholz recordou a estratégia seguida pela Alemanha para ultrapassar a crise de 2008, na qual se protegeram postos de trabalho através de apoios estatais, medida que foi possível porque a Alemanha pôde recorrer a “reservas no seguro de desemprego que se acumularam nos tempos de boa conjuntura” económica.


De acordo com o responsável, também esta experiência poderia ser replicada na zona euro, com as reservas a serem destinadas ao tal seguro de desemprego europeu.


A seu ver, falta solidariedade entre os países na zona euro.


Contudo, e tal como já havia defendido o seu antecessor, Wolfgang Schäuble, insistiu na criação de um imposto sobre as transações financeiras.


Aludindo aos problemas existentes na União Europeia, rejeitou a existência de um excesso de diretivas, mas admitiu que se devia ter desenvolvido uma estratégia comum para problemas como a crise migratória.



ANE // VM

By Impala News / Lusa


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