Ministério Público húngaro recorre da condenação de acusados da morte de 71 migrantes

Ministério Público húngaro recorre da condenação de acusados da morte de 71 migrantes

Ministério Público da Hungria anunciou que vai recorrer da condenação a 25 anos de prisão de quatro acusados da morte por asfixia de 71 migrantes num camião, por considerar que “não reflete” a gravidade do crime.

Budapeste, 14 jun (Lusa) — O Ministério Público da Hungria anunciou hoje que vai recorrer da condenação a 25 anos de prisão de quatro acusados da morte por asfixia de 71 migrantes num camião, por considerar que “não reflete” a gravidade do crime.


“O veredicto não reflete suficientemente as condições do crime”, afirmou o procurador Gabor Schmidt no tribunal de Kecskemét, que hoje condenou os quatro homens.


O Ministério Público tinha pedido prisão perpétua para os quatro principais acusados, membros de uma rede de tráfico de pessoas.


Para o procurador, os quatro homens deixaram os migrantes sufocar, pelo que devem ser condenados por “homicídios agravados por especial crueldade”.


Oriundos da Síria, Iraque e Afeganistão, os migrantes, quatro dos quais eram crianças, morreram asfixiados no compartimento estanque de um camião frigorífico.


Segundo o inquérito, os migrantes — 59 homens, oito mulheres e quatro crianças – agonizaram durante mais de três horas sem que os traficantes interviessem, apesar dos gritos e pedidos de ajuda.


Os corpos foram encontrados a 27 de agosto de 2015 no interior do veículo, de matrícula húngara, abandonado numa autoestrada no leste da Áustria, perto da fronteira com a Hungria.


Os quatro principais acusados, um afegão e três búlgaros, foram condenados por vários crimes, incluindo homicídio, organização criminosa e tráfico de seres humanos.


Outros dez acusados, na maioria búlgaros, foram condenados a penas de 3 a 12 anos de prisão. Três deles foram condenados à revelia.


A defesa também anunciou que vai recorrer.




MDR // VM

By Impala News / Lusa


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